Sábado, Novembro 07, 2009

durante a noite fodem como vampiros. sabias?

Sexta-feira, Outubro 23, 2009

disseram-nos que hoje não haveria de chover. o tempo. o tempo passando e a noite a insistir em não querer aparecer. e ouviram-se dois gritos ao longe. já amanhecera. a noite não quis nada connosco. deixei-te na primeira esquina onde me vendeste e então. foi aí. que tu gritaste. e lá ao longe comboios passavam e eu fixava a linha na esperança de me concentrar. na esperança de encontrar o teu sangue derramado ou então o teu corpo ainda quente. e encontrei. encontrei as pessoas simples que se dirigiam para casa. seguindo-as não consegui encontrar a alma de nenhuma delas. todas elas mortas. e não estavam. mortas estavam as almas nos corpos vivos. e nos corpos vivos a esperança desnecessária. o rádio anunciara um suicídio em massa. ninguém teve tempo para aparecer. apareceste. tu apareceste mil anos mais tarde. e sorrias. encontraste-me no sítio onde sempre estivera. e sorriste. sorriste. sorriste. disseste ter viajado por países que ainda não têm nome. e não mentiste. confesso. menti-te. menti-te no dia em que disse que podias partir sem dizer adeus.

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

sou imune à paixão. e ainda assim. quero-te. vem.

Sexta-feira, Outubro 02, 2009

não quero morrer. apenas quero que me deixem em paz.

Quarta-feira, Setembro 09, 2009

e hoje fechei os olhos e por momentos quis lembrar.

e acreditem que me esforcei.

e há nomes que eu já não consigo lembrar.

e que eu apenas não queria esquecer.

Quinta-feira, Setembro 03, 2009

quem disse que na cruz daquela igreja uma mulher não morreu por amor.
os meus avós morreram antes de eu ter nascido. seria feliz se tivessem nascido depois de eu ter morrido.

e todos choraram depois desta afirmação, vinda de um menino ainda virgem e agarrado às saias de sua mãe.

o juíz foi implacável.

viverás eternamente na luxúria de corpos desconhecidos.

e assim se disse. assim se cumpriu.